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Presidente de Honra    -   Tony Miyasaka

Ribeirão Preto perdeu há alguns anos  um respeitado profissional da fotografia, Miyuky Miyasaka
Tony viveu mais de 50 anos dedicados à fotografia. Tinha 72 anos de idade e era nascido em Osaka, no Japão. “Ele era importado”, lembra com ternura a esposa, Tereza Miyasaka.
Chegou ao Brasil com 2 anos de idade e foi morar em Pradópolis com a família. Lá, foi picado por uma cobra na “Usina São Martinho”. O fato deixou o pai de Tony com medo tal, que resolveu mudar-se para Ribeirão Preto, livrando Tony do destino de trabalhar na terra.
A esposa define o marido, conhecido por sua bondade, como “uma pessoa sem egoísmo”. Tony era uma figura vista em numerosos eventos da cidade, desde casamentos a eventos políticos.
Além de fotógrafo, trabalhou na TV Tupi e conquistou uma cadeira na Academia de Letras e Artes de Ribeirão Preto (ALARP).
Pelas mãos de Tony passaram alguns dos maiores fotógrafos da cidade. “Ele formou algo em torno de cinco a seis mil fotógrafos amadores e profissionais.
Tony começou a fotografar em 1950. Em 1957 conheceu Tereza Keiko Murakawa, durante uma cerimônia de casamento arrumado. Na época um senhor chamado Funayama, amigo do pai de Tony, arrumou casamento para um rapaz da região com uma moça amiga de Tereza desde a infância. “Eu estava no casamento e esse senhor falou para o pai do Tony, ‘se deixar por conta dele, ele nunca vai casar’; fomos apresentados e namoramos por dois anos. O casamento saiu em 1959”, conta Tereza.
Com Tony, Tereza teve cinco filhos, além dos seis netos nascidos. O filho mais velho, Toninho, é quem cuida dos negócios agora, e quem sempre ajudou o pai no trabalho. “Em 1960 nasceu Toninho. Aliás, ele já nasceu com a máquina de fotografar na mão”, brinca a mãe.
Tony sempre foi inquieto e gostava de trabalhar, garante a família. “Quando a gente nasceu ele já estava com a corda toda”, diz a filha Elza.
A fotografia foi transmitida de pai para filho e de avô para neto. “Ele ensinava a gente a fotografar. Meu primo já chegou a revelar fotos no laboratório”, ressalta o neto, Felipe Neves Miyasaka.
“Ele era uma pessoa muito alegre e muito boa. Tinha vontade de ensinar tudo o que sabia. Ele não era egoísta em nada”, conclui a esposa.